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 Capítulo 1: Os contos que são reais

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Masako Sun
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MensagemAssunto: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 12:07 pm

Devo dizer que apaguei enquanto a sombra daquele homem ficava maior e mais próxima de mim, sem saber o que ele de fato faria e se faria algo. Meu corpo fraquejava a cada segundo que o sangue escorria para o chão. Logo a umidade não me incomodava mais, muito menos a dureza do chão ou o frio que se apossava do corpo cada vez mais fraco e frágil. Ali era visível o quão efêmeros eram, um dia viviam uma vida cheia e exaustiva, lutando pra sobreviver a cada momento, mas ali, ali via que não tinham o mínimo de controle sobre sua própria vida, que o destino ou quem controlava tudo aquilo era no mínimo sádico.

Não era como se tudo aquilo fosse pensamentos ou fio de alguma consciência que ainda pudesse existir naquele corpo inerte. Ou não deveria ter... Não era como se estivesse morto, ou seria aquilo uma existência extracorpórea, ou ainda havia alguma chama da vida ali. Era como se seu corpo fosse carregado e ao mesmo tempo era uma sensação estranha, que não saberia descrever.

Quando sentiu a escuridão tomar conta sua consciência também deixou de lutar, como se entregasse ao destino inevitável da morte.

Seus olhos aos poucos se abriram, era como se tivesse dormido por meses à fio. Seu corpo todo doía como se um caminhão tivesse passado por cima. Estava vivo afinal? Se levantou batendo a cabeça em algum lugar, como se tivesse um teto acima de si e após colocar uma mão sob a testa, colocou ambas acima, onde havia batido, abrindo o que devia ser a tampa de algo. Se sentia estranho, sua visão estava estranha, e coçou por alguns segundos antes de voltar a tentar ver onde estava de fato. -Mas que droga é essa? -Perguntou olhando ao redor tentando entender o que via de fato pra depois tentar se levantar.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 01:34 pm



Masako despertava, sensações mil se desencadeariam ali, dores pelo corpo, uma claridade ofuscante, sons altos, de certa forma era como se todos os seus sentidos estivesse milhares de vezes mais fortes, no entanto, antes que despertasse por completo, sentiria algo de perfurar seu coração e uma sensação de paralisia total se faria presente. Alguém parecia carrega-lo sob o ombro, e por mais que tentasse não poderia mover-se, apenas assistir e ouvir a tudo ao redor, um mero coadjuvante em sua própria situação. - Caros Kindred... É chegada a hora de revelar os crimes do acusado. Este neófito que jaz perante vós foi Abraçado sem consentimento da Camarilla. Como se não bastasse, seu Sire o abandonou assim que o crime foi percebido, e como sabem, sem a orientação correta em suas noites, os Neófitos podem estar condenados a vagar o mundo sem nunca saber quem, ou o quê são. Vejam, não é que eu anseie pela sua Morte Final, mas o crime de seu Sire persiste. E portanto, como ditam nossas leis, ele deve ser julgado e sentenciado. - Masako estaria numa espécie de auditório colocado de joelhos e sendo segurado por dois homens de terno. Neste haviam várias pessoas, muitas desconhecidas, a única coisa que seria reparável de fato, era que a maioria apresentava uma palidez cadavérica, não seria possível identificar muitos rostos, pois seus olhos ardiam com as luzes do lugar, como se fossem faróis acesos na mais alta intensidade. No entanto, aquele que falava aquele breve monólogo estava próximo, e seu rosto era mais visível. Ele era jovem, seu cabelo era numa espécie de topete e claramente tingido de castanho claro avermelhado, trajando uma calça social preta, sapatos finos, e uma camisa social branca com o botão de cima e as mangas levemente abertos.




- Zakenda!! - Logo outra voz se faria presente, e um outro rapaz, este de cabelo escuro e com um brinco de prata na orelha esquerda, vestido de forma similar, mas com um paletó negro sobre a camisa branca, tomava a frente, sendo segurado por dois outros homens corpulentos. - Se o senhor Kagami me permitir terminar... - Respondeu o de cabelos castanhos, suspirando e com uma expressão de tédio. - Eu deliberei sobre o assunto, e decidi que esse Kindred deve ser permitido viver. Entretanto, sem um Sire, isso significa que sou eu o responsável por ele. Portanto ele deverá passar por uma aprovação da Camarilla, será ensinado sobre as nossas leis, e assim conhecerá seus direitos e deveres. Lembrem-se do dia de hoje, não esqueçam dos prós e contras de nossa comunidade, e saibam que cada um de nós afeta o fino Véu que nos mantém em segurança nesta Era. - O de cabelo castanhos falava mais, dirigindo-se à multidão presente, seria então que alguém removeria o que estava no peito de Masako, uma estaca de madeira, e rapidamente o ferimento que ali havia se fecharia e ele poderia mover-se.




Os homens de terno que seguravam Masako o colocariam de pé, e os outros dois que seguravam o moreno o afastariam do palco onde ele e o castanho estavam. Rapidamente as pessoas evacuariam, e então o castanho iria se dirigir ao jovem que estava de joelhos, estendendo-lhe a mão com um sorriso. - Sasaki Ryuki, Yoroshiku. - Apresentaria-se, ajudando Masako a levantar-se. - Diga-me, do que se lembra, Neófito? - Indagaria.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 02:44 pm

Era tudo muito estranho, todas as sensações normais estavam muito exageradas, como se dormir do jeito que foi tivesse exacerbado tudo. Estava tudo tão estranho que mal percebi que havia alguém ali, e senti algo me transpassando e meu corpo paralisar no mesmo instante. -Que merda é essa...? -Murmurei enquanto era carregado por cima do ombro, como se não tivesse escolhas. -Espera ai, não precisa ser assim, precisa? Eu posso ir andando. -Falei tentando fazer com que ao menos parecesse gente? Quando olhei de fato, estávamos indo num tipo de auditório, e estava lotado. As luzes me ofuscaram a visão e precisei estreitar os olhos pra não ficar cego. Mal conseguia ver os rostos daqueles presentes, estava tudo muito claro e embaçado, mas ouvia com clareza o que aquele que me levou até ali falava ao me deixar de joelhos no chão. Aquela paralisia continuava, mas aparentemente eu podia falar...

-Ei, eu não estou entendendo nada... O que eu fiz pra estar nesse julgamento? -Perguntei tentando ter um diálogo ali, eles falavam tantas coisas como se eu fosse algum tipo de ladrão ou sei lá... O rosto daquele que falava era melhor visível, e estava mais próximo... Era bem jovem, ou tinha minha idade.

Outra voz se pronunciou, esta parecia alterada, porém não falou mais nada, contudo o rapaz que estava próximo não pareceu gostar da interrupção e o outro se calou. Ele voltou a falar, pelo visto era minha vida que estava em risco de novo naquela situação um tanto confusa, eles diziam coisas sem sentido, será que era uma seita? Ou estava no inferno e eles eram demônios disputando por sua alma? Algo parecia mudado, e o rapaz retirou o que havia me espetado antes, tirando a bendita paralisia e me fazendo arquear pra frente. O ferimento parecia cicatrizar rapidamente, me deixando bem assustado. Os guardas que estavam mais atrás me levantaram, porém meu corpo ainda estava mole e assim que me soltaram desabei sob os joelhos novamente, tentando absorver tudo o que havia acontecido ali.

Uma mão apareceu na frente de meu rosto e assim que olhei pro rapaz ele sorriu e se apresentou. -Masako Sun... Dozo... -Falei indeciso ainda sobre aceitar ou não aquela mão, mas acabei desistindo da ideia de tentar levantar sozinho. -O que lembro...? -Pensei um pouco e as lembranças da noite vieram num flash na cabeça. -Havia uma garota... Num beco com um cara. Achei que estavam namorando, mas ele pareceu atacá-la e quando dei por mim o acertei um um pedaço de pau... -Parei um pouco de falar ao lembrar da cara do dito. -Ele era muito forte, me lançou na parede e me feriu. Outro cara apareceu e fatiou ele... Pedi que chamasse ao menos uma ambulância pra mim. -Falei resumidamente tudo o que lembrava. -O que está acontecendo afinal? -Perguntei confuso com tudo aquilo. -O que era aquilo? E o que foi isso? -A vista ainda perturbava um tanto, mas agora sem aquilo espetado em mim estava melhor.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 03:06 pm



- Naru hodo... - Diria ele atento ao que Masako falava, cruzando os braços e o encarando. - Colocando de forma direta, você morreu. Entretanto lhe foi dado um Abraço, o direito a uma nova vida, como um de nós. - Explicou descruzando os braços e se virando, fazendo sinal para que fosse com ele, e um dos brutamonte atrás de Masako o empurraria para andar. - A criatura que lhe atacou, não sabemos a procedência dela, mas o homem que lhe salvou era um de nós, um vampiro. Como deve ter percebido, ele desobedeceu nossas regras ao salva-lo, e isso acarretou nesse julgamento do qual participou. - Ryuki falava andando com as mãos nos bolsos da calça, conforme seguiam pelas coxias ao lado esquerdo do palco, indo para uma espécie de camarim. - Você será testado, deverá seguir para Akihabara, onde um dos nossos contatos de nome Amiri lhe informará de sua missão. - Ele pararia de andar assim que saíssem do camarim dando num breve corredor onde havia uma placa indicando a saída. - Você é um dos nossos, deverá seguir nossas leis, encontre Amiri num bar chamado de HUB, o endereço está nesse papel, e também o telefone. - Dito isso entregaria o papel para ele. - Evite o sol, evite o fogo, se sentir sede não mate e se concentre em chegar lá o quanto antes, para que seja orientado. - Ryuki terminaria de falar, e os dois brutamonte simplesmente levantariam Masako pelos braços e o jogariam para fora do lutar, indo para em um beco, onde um outro rapaz parecia espera-lo, rindo de sua situação. - Até parece um filhotinho perdido na floresta... - Diria recostado à parede do prédio à frente, encarando-o.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 03:36 pm

Quando ele foi bem explícito ao dizer que morri senti como se meu coração voltasse a parar, não que ele tivesse batendo de fato... Mas logo ele disse sobre "abraço" e a chance de uma nova vida...? -Vampiro? Você quer dizer que aqueles contos que ouvimos e lemos é tudo real? -Perguntei atordoado com aquilo, mas ainda não acreditando muito na informação. Era bizarro de mais... Um cara grandão que estava atrás de mim me empurrou pra andar e o olhei feio, não era só falar? Será que todos ali eram daquela forma? Fomos até algo que parecia um camarim, e lá ele falou de uma missão, agora tinha missão e o escambau? Mas e minha vida? -Espera ai, eu tenho família. Eles devem estar preocupados... Como assim missão? Não sei nem o que estou fazendo aqui. -Disse tentando fazer ele entender que era tudo um engano. Ele não parecia escutar, ou não queria me escutar, só me entregou um papel onde tinha o local em que eu deveria encontrar o tal Amiri. -Ele me explicará tudo? -Perguntei suspirando, desistindo de tentar sair dali e voltar pra casa logo. Ele jogava algumas informações, não faça isso, não faça aquilo, e muito menos aquilo outro. Ok... Estava realmente me assustando, mas assim que fui jogado pra fora, voltei a olhar pro brutamonte com raiva. Certamente eles não eram muito amigáveis... Quando olhei pra frente um rapaz estava ali rindo da minha situação. -Certamente não sou um filhote, mas perdido pode ser... -Falei revoltado com aquilo. Aquele cara que iria me levar pra tal HUB? -Masako... -Me apresentei apesar de não confiar muito naquilo tudo. Talvez fosse mais prudente continuar com aquele jogo... Se eles eram uma gangue ou uma seita, podiam ser perigosos. Olhei pro papel pra ver o lugar que ficava a tal HUB, pelo nome não parecia ser bar, mas fazer o que... -Você sabe chegar nesse tal bar HUB? -Não custava perguntar, mas não era como se eu não soubesse andar pelo Japão também.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 03:48 pm


- Cara, você não faz ideia, não é? - Diria ele o olhando ainda rindo. - Que beleza! Incrível! Eles simplesmente te jogaram para fora. Sabe de uma coisa... Eu... Nome é Joe aliás... Sei que isso tudo é demais para um novato, então que tal se eu explicar o básico? - O dito Joe parecia se divertir com tudo aquilo, falando de forma descontraída, rindo alto até, mas se segurando por fim falando de forma mais tranquila, e não impositora como Ryuki. - Dentro ou fora? Algumas informações podem evitar que o seu traseiro vire cinzas. - Insistiria se recostando à parede ainda mais relaxado, se espreguiçando, para então cruzar os braços, esperando sua resposta. - Eu não tenho nada a ver com os figurões ali, especialmente o Príncipe, o que eu estou fazendo é oferecer ajuda.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 04:36 pm

-De vampiros? Ele disse lá dentro, só... -Era como se seu cabeça não aceitasse aquilo ou não estivesse digerindo aquilo. -Ele disse pra não ir no sol, não encostar em fogo e não matar... -Ele parecia bem hiperativo e se divertir com aquilo, apesar de ser tétrico não saber muito. -Eu agradeceria se me explicasse... -Comentei respondendo sua pergunta, mas depois o olhando pensativo após ouvir outra pergunta, esta mais complexa. Dentro ou fora do que? -Dentro ou fora...? Você diz que dependendo da minha resposta minha vida ta em jogo? -Perguntei mais como se fosse um comentário do que uma questão em si. -Humf... Dentro... -Não é como se tivesse escolha, só queria terminar logo aquela missão estranha e ir pra casa. -Príncipe? Tinha algum príncipe ali? -Perguntei surpreso, com a forma que me trataram não parecia que tinha alguma realeza ali. Oferecer ajuda... Isso vai ser de graça ou ele vai querer algo em troca? Não dá pra confiar nele, mas ao menos estava sendo mais comunicativo do que o tal príncipe. Ele não tinha nada haver com aqueles caras... Então ele era amigo ou inimigo deles, ou neutro? Nada dali fazia sentido... -Podemos ir enquanto me explica essa parada toda? Realmente eu não quero ficar muito aqui... -Não era como se aquele lugar me desse calafrios, mas estava desconfortável.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 05:06 pm

- Você é meio perdido mesmo... Não é só o lance de vampiro novato, não é? Enfim, é o seguinte... Você foi Abraçado... Esse é o termo para quando um humano é transformado em um Kindred... Kindred é como nós falamos de vampiros, mesmo significado, sabe... Todo Kindred tem algumas características em comum... Nós nos curamos rápido, somos mais fortes e mais rápidos que humanos, nossos sentidos são aguçados, e se você ficar esperto, imortal! - Joe parecia bem relaxado na forma como falava, chegando a ser expressivo e dar tempo para que Masako assimila-se. - Agora, temos algumas fraquezas... Fogo, isso machuca e pode te fazer surtar de medo... Uma estaca no coração te paralisa... Pegar uma praia já era, um pouco de sol já queima você que nem hambúrguer na chapa... Outras coisas, balas, facas, espadas, elas machucam, podem te decapitar e te empalar, te esquartejar, nada disso mata, alguns machucados demoram para se curar, mas no geral, você e todos nós somos imortais. - Ele gesticulava bastante, tentando ilustrar o que falava, o que poderia ajudar, ou piorar. - Você parece mais pálido do que devia, já bebeu?
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 06:01 pm

-É, eu não sou o tipo de pessoa que gosta de RPG ou estuda sobrenatural... -Disse tentando ser engraçado, mas meu humor estava uma merda depois de tudo aquilo. Ele parecia ser um cara legal, e parecia estar de fato tentando ajudar ao me explicar tudo aquilo pacientemente. -Então... Isso tudo é mesmo real? -Perguntei ainda fazendo a ficha cair assim que ele terminou a primeira explicação. -Não vai surgir ninguém me filmando e falando que é uma pegadinha né? -Olhei em volta por alguns instantes antes de voltar pra ele. -Você está nessa vida à quanto tempo? -Curiosidades a parte, eu não daria muito mais que minha idade pra ele. -Ok, parece que tem mais partes boas que ruins, já é um começo, já deu pra entender que tudo que tenha a ver com fogo não é pra chegar perto ou tocar... Imortal... Achei que era de fato imortal. -Comentei por fim pensando na pergunta dele. -Beber, se diz de sangue, não, nem água. Por falar nisso, o carinha lá disse pra que eu chegasse nesse tal bar e aguentasse a sede até lá. Mas to bem por enquanto... Não é como se eu estivesse à 1 dia sem comer. -Disse pensando um pouco enquanto me auto-analisava.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 07:04 pm



- É, eu ouvi... O Príncipe Sasaki... É melhor aprender a se alimentar antes de ir atrás da maluca... - Joe pareceu bem desgostoso ao falar sobre Ryuki, mas logo cuspiu escarrado no chão e voltou a falar. - Todo Kindred precisa de sangue, é como uma droga, um vício, uma necessidade... Imagine que sentir a fome vai ser mil vezes pior de quando era humano, só que agora, quando a fome vier, você vai querer cravar seus dentes no primeiro infeliz que estiver por perto e drenar ele até a morte. - Nesse momento era possível ver no sorriso de Joe, levemente seus caninos, eram maiores, avantajados como os de um vampiro deveriam ser. - Pensa só, você é um vampiro, é fodão e tal, mas existem coisas que você não deve fazer. Mesmo que tenha uma lista de humanos que você odeia, mesmo que sinta muita fome, não mate. Cada vida inocente que você tira faz a Besta ficar mais forte. E uma vez que ela assume o controle, é como um animal selvagem, desesperado e enfurecido, rastejando de dentro de você para fora, rasgando sua pele e assumindo o controle. Só que é você quem vai lidar com o estrago que ela vai fazer.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 08:07 pm

-Maluca? -Ele dizia do tal Amiri? Era mulher? Ou falava de outra coisa? Ele queria que eu me alimentasse antes do chegar lá? Mas o tal príncipe havia dito pra eu fazer o contrário... Seria bom contraria-lo logo de cara? Ele voltava a explicar sobe a tal sede que tanto diziam e ele dizia com certo prazer na face, como se fosse algo super comum de se fazer. Não digo que fiquei com nojo, mas devia ser assim? E realmente ele tinha caninos pontudos... -Não tenho nenhum inimigo ou alguém odiável... Mas então se eu não matar essa tal besta é domável? E como é possível não matar? -Perguntei lembrando daquela coisa que me atacou... Certamente me mataria. -Acho que é melhor eu ir pra tal HUB antes que me dê essa tal fome. Não sei se estou muito a fim de morder alguém. -Era estranho tal pensamento, não era como aquelas mordidas carinhosas ou chupões. Fora que pra mim ainda era um canibalismo, não achava que tudo aquilo era verdade, mas também era como se eu não quisesse pagar pra ver.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 09:25 pm



- A Besta está sempre lá, esperando, atenta nas sombras, e quando você menos espera, ela domina. Nós somos monstros, demônios que bebem sangue, somos os Caídos, os Canibais, os Assassinos, não cometa erros, não mate inocentes, não se vanglorie da selvageria e da monstruosidade. Quando estiver se alimentando, vai sentir e ouvir o coração deles, quando sentir que ele pulou algumas batidas, ou sentir o corpo esfriar muito, ou quando ouvir a respiração deles diminuir demais, pare, eles vão sobreviver. Outra coisa, lamba as feridas, isso faz elas curarem mais rápido, aí não vão perceber que os mordeu. - Joe explicava mais, até que um carro parou ao fim do beco, um táxi, e este buzinou. - Parece que o príncipe pagou sua carona, se voltar com vida da missão me procure no Bar Oak no distrito dos hotéis chiques em Tokyo. Ai vou dizer o que você realmente vai precisar saber se não quiser morrer. - Joe se despediria de Masako e o táxi buzinaria mais algumas vezes.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   02/09/18, 10:50 pm

Ele explicou sobre a tal besta, e não era nada legal... Principalmente sendo algo que está dentro de você. Além disso ele explicou como não matar, parecia fácil ouvir, mas sabe quando fica aquele iti e a sensação que é mais difícil do que parece. Ele terminava de falar quando um táxi parou no fim do beco, e buzinava pra nós ou pra mim... -Se voltar com vida...? Que tipo de missão é essa que estou me metendo...? -Murmurei ouvindo onde encontrá-lo quando voltasse, ele parecia querer realmente me ajudar com aquela nova fase. -Ok, obrigado Joe. -Me despedi dele e fui na direção do táxi que voltava a buzinar. -Hai, hai... -Murmurei entrando no carro e olhando pro motorista. -Bar HUB, nesse endereço. -Mostrou o papel pro motorista se caso ele não soubesse e voltaria a guardar o papel no bolso, afinal havia um telefone lá. Estava ansioso e tenso com a tal missão, ainda mais com tamanho risco. Bem, ao menos não iria andando, só esperava que chegasse logo lá. Ficaria olhando pela janela durante o trajeto, mas atento, não conhecia aquele pessoal e não gostava de se sentir cercado.
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   03/09/18, 02:48 pm

O motorista não disse uma palavra, apenas botou o táxi para andar acenando que sim com a cabeça. Pela janela Masako veria o quanto estava longe de casa, não conhecia aquela parte de Tokyo, certamente deveria ser onde haviam todo tipo de gangues e criminosos da Yakuza pelos bares e estabelecimentos noturno de aparência suspeita. Prostitutas e mafiosos lotavam as ruas, o relojo do táxi dizia ser 2:37 da manhã. Depois de quase dez minutos, chegaria ao local.




Do lado de fora lembrava uma construção europeia, com vitrais coloridos nos tons laranja e azul predominando. Todo feito em pedra e com letreiros em inglês, certamente seu contraste com os demais estabelecimentos era evidente, já que a maioria eram lojas ou bares com temas dos Otakus, enquanto que aquele lugar tinha um ar ocidental. O taxista não diria nada ainda, nem mesmo pediria dinheiro, e Masako poderia sair do veículo sem problemas. Logo que estivesse na entrada veria uma placa em japonês dizendo "Aberto 24 Horas". Havia todo tipo de bebida lá dentro, desde nacionais a importadas, seu aspecto interno era tão ocidental quanto o externo, quem sabe até mais.




- Irashai! - No balcão havia uma bela garota japonesa, sua pele era tão branca quanto neve, seus cabelos loiros platinados, bem claros. Estava vestida como uma Lolita Gótica, com as cores preta e vermelha. Seus olhos eram azuis e usava uma maquiagem forte para destaca-los, além de um gloss rosa com cheiro de cereja, doce e agradável, fora o perfume de baunilha que ela exalava pelos cabelos e pela pele.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1: Os contos que são reais   03/09/18, 03:35 pm

O táxi logo começou a se mover indo para o endereço dado. Não me importe com o silêncio do motorista, na verdade estava confortável com aquela falta de diálogo, só observando a paisagem colorida das lojas e bares ao redor. Era um lugar desconhecido pra mim, era Tóquio ainda, mas era uma região afastada e certamente devia ser o centro de gangues e coisas piores. Olhei por alguns segundos pra frente e bati os olhos no relógio do carro. Até então eu estava sem noção de tempo e fiquei até surpreso ser altas horas da madrugada. Depois de alguns minutos chegamos na tal HUB... Era bem diferente das outras construções, sendo mais puxada pro ocidental até mesmo nos vitrais, porém não deixava menos bela, se tornando exótica pro lugar. Isso só me fazia ter um pé mais atrás com aquilo tudo... Aquela região, os mafiosos, as prostitutas e tudo mais que vinha no pacote. Olhei pro motorista e ele não parecia disposto a cobrar, ou já havia sido pago, então saí do carro e voltei a olhar pra cima, vendo os letreiros em inglês... Ótimo... Sua pior matéria... Ao menos algo ali entendia, estava em minha língua e dizia aberto 24 horas. Não havia escapatória, então me aproximei da porta e entrei... Lá dentro era tão ocidental quanto fora, e tinha muita bebida lá, a maioria desconhecida pra mim. Me aproximei do balcão olhando ao redor pra tudo e quando reparei uma garota me encarava e cumprimentava. Ela vestia lolita e era bem bonita, mas o que ela fazia ali? -Hum, estou procurando uma pessoa... Amiri. -Falei pra ela, quem sabe ela me dizia onde estava. Difícil ser mandado pra procurar alguém sem saber como era a pessoa, mas... Fazer o que.
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Capítulo 1: Os contos que são reais
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