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 0. Prólogo de Sangue

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   06/09/18, 03:49 pm



- É só mal estar... Devo estar melhor em alguns minutos... - Pisha aceitou a a ajuda e foi levada para a cama, onde deitou-se, sendo que a mesma estava coberta com uma lençol de seda vermelha decorada com flores. - Eu falei sério... - De repente ela seguraria a mão de Shanoa com firmeza, evitando que se afastasse da cama. - Ter um sangue forte pode parecer bom, mas em alguém recém criado ou no seu estado de confusão... - Seu tom de voz já não era tão calmo, havendo genuína preocupação. - Vampiros de geração alta podem desejar poderes como os do seu sangue, e para isso irão beber-te até secar, até seu espírito ser destruído. - Explicou for fim soltando sua mão no decorrer, alisando o lençol com as pontas dos dedos. - Sinto uma familiaridade estranha por ti... Como nunca senti... Desde meu Abraço... Mais de duzentos anos trás... Tenho um conhecido... Ele me considera apesar de que o vejo apenas como um contato de negócios... Ele pode ajudar a garantir a sua segurança... Até amanhã à noite ficaremos aqui, além do sol temos que nos cuidar pois algum vampiro sedento por poder pode vir atrás de você...
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   06/09/18, 04:10 pm

Shanoa não disse uma palavra sequer enquanto colocava Pisha na cama, mantendo apenas seus ouvidos bem abertos durante as palavras sérias da vampira de, supostamente, mais de 200 anos que segurava sua mão firmemente e demonstrando um leve sorriso no seu rosto em consideração por toda a ajuda que estava lhe prestando desde o momento que a encontrou na floresta. Assentindo por entender que seu aparente sangue não seja algo comum naquela suposta raça e que outros vampiros anseiam por tal poder de um ser antigo, esperaria então pela próxima noite, já que, além do sol, há outros tipos de perigos que possam causar a morte de Shanoa. Deixando Pisha descansar naquela cama que ficava atrás do altar, procura então por alguma coisa que possa se entreter. Vasculhar o cenário é uma boa ideia, mas evitaria de mexer em coisas que poderiam aparentar ser delicadas ou valiosas. Se tivesse um livro para ler, também seria um ótimo "mata-tempo" naquela situação. Caso não encontre algo intrigante, apenas se sentaria em uma cadeira próxima da cama e manteria um estado entre "dormindo - acordada" enquanto se mantinha sentada, aguardando pelo momento de partir com esse tal "conhecido".

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   07/09/18, 12:56 am

Pisha pegaria no sono de certa forma rapidamente, e nisso Shanoa ficaria sozinha, e sem ter o que fazer perambularia pela cripta. Algo poderia chamar sua atenção, alguns livros desarrumados numa estante de madeira gasta e arranhada que ficava não muito distante do lado direito do altar. O primeiro livro aberto e de capa para cima chamava-se "Contos da Transilvânia", e ela poderia começar a lê-lo sem objeções da outra que dormia um sono pesado de exaustão.
Livro escreveu:
Muito antes da magia de sangue dos Tremere aparecer, os Tzimisce utilizavam a arte mística da Feitiçaria Koldúnica. Ao contrário dos caminhos arcanos da Taumaturgia, a Feitiçaria Koldúnica é uma magia espiritual que manipula os elementos da natureza. Do magicamente rico e doente solo de seus domínios ancestrais, os Tzimisce extraíram poderes demoníacos. Agora, através de ritos apropriados de constrição e ligação, um Koldun pode invocar os correspondentes de quatro elementais que dão forma às forças da natureza. Os caminhos específicos dessa mágica espiritual foram freqüentemente ensinados aos novatos Koldun, baseando-se em suas localizações regionais. Por exemplo, apesar de o Caminho do Espírito e o Caminho do Fogo serem universais, o Caminho do Vento era conhecido apenas entre os Koldun residentes nas montanhas dos Cárpatos.

O Caminho da Água era predominantemente praticado por Kolduns que fizeram seus refúgios próximos a corpos de água como o Mar Negro, lagos de planície e de rios como Danúbio, Somes e Ages. O Caminho da Terra era comum entre Kolduns residentes em planícies e planaltos da Europa Oriental. Nas noites atuais, apenas alguns, Tzimisces muito antigos praticam Feitiçaria Koldúnica. Esses Kolduns sobreviventes são extremamente territoriais, raramente vindo à tona o suficiente para fazer sua presença conhecida, e preferem ficar consigo mesmo, rodeado por ruínas de castelos e mansões um dia poderosos. Com o misterioso desaparecimento dos Tremere Antitribo, o conhecimento e a filosofia do Koldunismo são mais freqüentemente divididos com qualquer um que deseje conhecer sua existência, e tem começado a se espalhar entre os postos da juventude do Sabbat.

Alguns suspeitam que os Demônios empreendedores têm espalhado um pouco de sua sabedoria para a seita para manter os velhos caminhos em prática. Sabbats mais cínicos, entretanto, acreditam que um cainíta inteligente ou um bando conseguiram roubar alguns segredos de um Tzimisce negligente e os passaram para quem quis aprender. A Feitiçaria Koldúnica consiste em cinco caminhos elementais básicos e vários rituais, e é aprendido em um sistema similar à Taumaturgia. Os níveis básicos de Koldunismo de um usuário ditam o quão bem ele pode aprender os caminhos da mágica, e cada nível conseguido na Disciplina Feitiçaria Koldúnica também concede ao usuário outro nível no caminho de sua escolha. Obviamente, esse nível a mais não pode ser colocado em um caminho que vá ficar segregado do conhecimento em Koldunismo, e o Koldun nunca deve aprender mais caminhos do que seus limites em Feitiçaria Koldúnica permitem.

Por exemplo, um Koldun já conhece do Caminho do Espírito e o Caminho do Fogo, ele não deverá aprender um terceiro caminho a não ser que tenha uma maior maestria em Koldunismo, ele não pode chegar à perfeição negligenciando estudos. Membros interessados em aprender Feitiçaria Koldúnica devem também estudar o conhecimento único do Koldunismo. Para um usuário invocar o poder da Feitiçaria Koldúnica, ele deve oferecer seu Vitae e sua fortitude espiritual no processo. Ao contrario da Taumaturgia, não existe um caminho primário que deve ser aprendido; qualquer caminho de Feitiçaria Koldúnica é acessível pelo aprendizado, desde que o Koldun possa encontrar um professor ou um texto adequado. Advertimos aos aspirantes que essa é uma forma rara de magia espiritual, e que não é razoável que usuários tenham acesso a ela a não ser que eles façam parte do Sabbat ou que por outro lado, tenham relações com os Tzimisce antigos. Kolduns devem se lembrar de que a Feitiçaria Koldúnica apenas começou a circular no centro do Sabbat; e é certo que membros da Camarilla ou dos Independentes não irão pesquisar essa arte, se eles não estiverem cientes de tudo isso.
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   07/09/18, 01:23 am

Entretida com o a cripta, Shanoa havia dado alguns passos em busca de um leve entretenimento e distração naquela longa noite. Percebendo que Pisha já havia adormecido na cama atrás do altar, não se sentia nem um pouco culpada por encontrar um suposto livro aberto que revelava informações intrigantes sobre o que aparentava ser sobre as origens e requerimentos da feitiçaria Koldun. — Intrigante... — Dizia pra si mesma após ler apenas uma página daquele livro, fazendo-a então pega-lo com ambas as mãos com gentileza e dar mais algumas folheadas de curiosidade. De praxe, muitas outras palavras que eram citadas nas folhas faziam a cabeça da garota dar uma leve latejada. Talvez porque sua mente estava se forçando para relembrar de coisas do passado? Acreditando de forma parcial, continuou a manter a leitura por mais alguns instantes.

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   07/09/18, 11:54 am

Todo o texto era hipnotizante, atiçando sua mente, quem sabe memória, e nisso ela persistiu na leitura...

Livro escreveu:
O Caminho da Terra

Antigos Koldun Hospodares (Antigo título de certos príncipes vassalos do sultão de Constantinopla, sobretudo na Moldávia e na Valáquia) reinantes, uma vez clamaram soberania sobre as terras da Europa Oriental, manipulando a magicamente rica Chernozem — “Terra Negra” — para invocar seus poderes e instalar medo em seus boyars e camponeses. Agora, os jovens Koldun do Sabbat chamam os espíritos do solo ocidental e tiram seus poderes do Caminho da Terra da natureza ao redor. Quando um Koldun emprega um poder desse caminho, seus olhos mudam de cor para um marrom claro e sua pele ondula com pequenas trilhas de pedra.

1 - Silhueta do Solo

Um Koldun invocando esse poder tem a habilidade de comandar poeira para levantar-se do chão e rasteje sobre as pernas de um indivíduo. O solo se eleva rapidamente e, se passar do joelho da vítima, o deixa imóvel.

2 - Vigor Sobrenatural

Um Koldun invocando esse poder, temporariamente toma a resistência da terra, aumentando sua resistência. Alguns anciões Tremere da Europa Oriental relembram da assustadora capacidade para resistir à dor que seus rivais Koldun podiam conseguir quando invocavam o Vigor Sobrenatural. Kolduns Sabbats freqüentemente usam esse poder para mostrar sua coragem durante a Ritae.

3 - Solo da Morte

Invocando o Solo da Morte, um Koldun comanda os espíritos do chão para dragar um alvo para baixo do solo, incapacitando-o. Isso geralmente mostra-se como raízes de árvores ou o próprio chão erguendo-se para agarrar a vítima. Uma vez enterrado até seu pescoço, uma vítima acha incrivelmente difícil respirar com sentindo o peso da terra comprimindo seu peito.

4 - Raízes da Vitalidade

Muitos curandeiros acreditam que enterrando uma pessoa no chão pode permitir ao rico solo expurgar sua indisposição. Esse poder permite ao Koldun puxar qualquer pessoa que esteja enterrada no chão até o pescoço para curar graves ferimentos.

5- Alma Inquieta de Drácula

Camponeses sussurram preces silenciosas para se proteger dos temores pouco usuais que às vezes chacoalham as montanhas dos Cárpatos, que eles acreditam ser o espírito de Drácula levantando-se de seu sono secular. Na verdade, essas atividades sísmicas únicas são o resultado de um Koldun invocando a ira dormente da terra ressecada. Quando invoca esse poder, um Koldun cria um grande tremor de terra capaz de com as fundações de um quarteirão.

Haveriam instruções de como realizar tais rituais, escritos à mão em cor vermelha, possivelmente sangue, mas eram ilegíveis, numa língua estranha.
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   07/09/18, 12:50 pm

Seguindo as informações contidas no suposto livro escrito em sangue, Shanoa lia com extremo interesse que perde por completo o desejo de retomar a exploração na cripta naquele momento. Seus olhos azuis, movimentando-se de maneira sutil e delicado através das folhas, fazia-a entender diversas coisas novas enquanto caminha na direção de uma cadeira próxima para realizar a leitura com mais conforto. No fim, quando chega nas ultimas linhas do "Caminho da Terra", uma palavra deu destaque em sua mente ao sentir uma pontada na cabeça. — Drácula... — Ela repetia a palavra, dando leves tapas na folha com seu dedo indicador ao se fazer de pensativa. "Porque esse nome me causa tamanho desconforto e, ao mesmo tempo, uma sensação de satisfação e nostalgia?" Pensava a mesma, colocando os dedos de ambas as mãos nas têmporas e massageando de forma lenta e firme, alvejando recuperar a calma. "Tudo é tão estranho..."

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   08/09/18, 01:26 am

Shanoa sentia um incômodo tremendo com o nome Drácula, na verdade isso seria muito mais. Conforme massageasse suas têmporas, sentiria uma dor de cabeça crescente e nisso ela ouviria vozes estranhas, ao mesmo tempo que eram familiares.


Vozes escreveu:
Morra, monstro! Você não pertence a esse mundo!

Não é pela minha mão que eu ganho carne mais uma vez. Eu fui chamado por humanos que vieram pagar seus tributos.

Tributos?! Você rouba almas humanas, e os toma como escravos!

Talvez o mesmo se possa dizer de todas as religiões.

Suas palavras são tão vazias quanto sua alma! A humanidade não precisa de um salvador como você!

O que é um homem? Uma miserável pilha de segredos! Mas chega de conversa! Enfrente minha ira!


Parecia um tipo de conversa entre dois homens, e logo que as vozes cessassem, a dor de cabeça também cessaria, mas Shanoa sentiria-se desorientada.
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   08/09/18, 03:02 am

"Mas o qu-" Sem ter chances de recuperar os sentidos, Shanoa começa a ouvir vozes estranhas, como se estivessem discutindo um assunto importante. Eram inimigos? Não sabia dizer... Mas pela forma que a intensidade das das palavras eram ditas em suas memórias, dava a entender que simplesmente não gostavam um do outro. "Quem são vocês?!" Incomodada, mantinha então apenas uma visão para o além enquanto segurava a própria cabeça, tentando imaginar a cena que se passava naquele momento. Mas assim como veio, os sons e as dores desapareceram de sua mente num piscar de olhos. — O que é um homem... — Repetia ela como se isso fizesse algum sentido. Atônita com o livro aberto sobre as pernas, hesitou então ao pensar que se continuasse, poderia acontecer algo bem pior do que isso. Respirando profundamente por alguns minutos, dedice então continuar a leitura. Não fazia sentido parar agora, já que, mesmo de modo doloroso, suas memórias estavam voltando de forma gradativa. — Se apenas um folha foi capaz de fazer isso comigo... O que acontece se eu terminar um livro? —

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   08/09/18, 04:11 am



Shanoa estava atarantada, mas queria mais respostas, voltando a ler os textos, mas de repente uma nova dor irrompeu em suas têmporas, a forçando a segurar sua cabeça mais uma vez. - Eu sou a ignição de um novo propósito, a fonte de sua nova força. Eu sou a mão que moveu o moinho de sangue, origem da Maldição, convertida em Justiça. - Dizia uma voz diferenciada, ecoando na mente de Shanoa, firme e imponente, com um eco que parecia profundo e tenebroso. - O nascimento de uma das Crias de Caim é uma abominação que encapsula a vida e a morte. E é essa alma que reanima o corpo morto. E isso Shanoa, é a perdição de Nosgoth. Não há equilíbrio. As almas dos mortos não descansam. Eu não posso gira-las na roda do destino. Elas não podem cumprir seus propósitos. Se redima templária. Ou se preferir, vingue-se daquele que lhe Abraçou. Decida sua disputa com seu Sire. Destrua a ele e seus semelhantes. Liberte suas almas e permita ao destino girar novamente. Use sua ira para ceifar suas almas... Eu posso auxiliar com isso. Torne-se a minha Ceifadora, meu Anjo da Morte...
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   08/09/18, 04:54 am

Como esperado, a dor, agora de forma mais intensa, retorna depois de alvejar a continuação da leitura. Mesmo que quisesse conter, não era capaz, pois a voz era extremamente forte e penetrante ao ponto de fazê-la perder o equilíbrio na cadeira. Segurando a cabeça com ambas as mãos, Shanoa grunhia, gemia e se remexia de dor, até ficar de joelhos no chão e apoiar o corpo com a cabeça pressionada ao solo. — GAaahhhHgh... NggHHhh... — Surrando a testa algumas vezes, Shanoa tentava fazer com que aquilo fosse embora. — E-Eu sou... Uma t-templária...? — Dizia ela com dificuldade, ainda se contorcendo no chão e balançando a cabeça de um lado para o outro. — P-Pare... Eu imploro... Por favor... — Olhando para o teto com olhos arregalados enquanto ainda se remexia, ela abre sua boca como se fosse gritar muito alto, mas nenhum voz saía. Sua respiração irregular impedia que o som ressoe de sua garganta, mas numa sugada súbita de ar para os pulmões, ela solta de forma rápida e em prantos as ultimas palavras desesperadas. — Eu me torno sua ceifadora! Só acabe com essa dor! —

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   09/09/18, 12:42 am

- Eu conheço você, Shanoa. Você é merecedora. Esse mundo está rachado com cataclismas, a terra sofre com a pestilência dos parasitas criados por Caim e seu império. Será a hora da revelação em breve, Shanoa. Até lá aprenda e se fortaleça, meu belo Anjo da Morte. - Conforme Shanoa ouvia as palavras finais da voz em sua cabeça as dores cessavam, e ela poderia ver a verdadeira face daquele que a Abraçou, como se seu semblante fosse gravado em sua memória novamente, contrario a todo o ciclo de esquecimento que ela passava. Seu nome viria à mente, Gabriel. - Você será a minha mais bela criação, vai por um fim a tudo, a Maldição e a Corrupção, monstros e santos irão tremer juntos enquanto são alvejados por ti... - A voz de seu Sire, aquele que a criou vampira, estava gravada, uma voz firme e imponente, com um atrativo misterioso e sedutor.


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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   09/09/18, 02:04 am

— My lord... — Sussurra ela com ênfase e louvor enquanto a dor ia diminuindo de forma gradativa em sua cabeça. Visualizando então a face de seu criador que dizia palavras firmes e convictas, o nome, cujo o qual havia esquecido, ressurgia na mente como se fosse a coisa mais obvia do mundo. Estendendo os braços para frente, como se quisesse alcança-lo enquanto tentava se levantar do chão, Shanoa assente com a cabeça aos leves prantos, confirmando que seria aquilo que o mesmo lhe pedia com tamanho anseio e desejo. — Eu serei a morte que veste azul... — Com um olhar mais determinado, ela enxuga o rosto do suor e das lágrimas, retomando enfim sua posição na cadeira com o livro escrito em sangue para as mãos. Sem dizer mais uma palavra, a garota começa novamente a leitura de onde havia parado, seguindo assim para a próxima disciplina da feitiçaria Koldúnica. "Se for para me aprender e me fortalecer a partir de agora, começarei por isso..."

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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   09/09/18, 12:09 pm

Shanoa iria voltar à leitura, e assim procedeu...

Livro escreveu:
O Caminho do Vento

Lordes Tzimisce para proteger suas terras da Europa Oriental manipulam um segundo caminho da Feitiçaria Koldúnica, o Caminho do Vento, invocar esses poderes lhes garante a habilidade para controlar o elemento de Crivat para satisfazer seus caprichos e comandar o ar que uma vez eles respiraram em seus dias mortais. O povo da Europa Oriental, especialmente na Romênia, chama assim esse tipo de vento sobrenatural manipulado pelos Koldun — o povo do oeste os chama de Austri, ou Ventos Negros, enquanto os residentes do sul os chamam de Grandes Ventos ou Baltaret. Quando um Koldun invoca o poder desse caminho, seus olhos mudam de cor para um azul céu e rajadas de ventos sopram ao seu redor.

1 - Ventos da Culpa

Antigos Kolduns Hospodares invocam Ventos da Culpa como uma maneira de assegurar lealdade em seus boyars sem a necessidade de Laço de Sangue. Esse poder provoca um vento de culpa ao redor desse boyars que soa para ele como vozes sussurrantes, contando-lhe os horrores que podem cair sobre ele e seus familiares caso ele traia seu Voivode. Essas vozes podem deformar lentamente as mentes desses homens, e apenas quando o feiticeiro deseja eles podem recuperar sua coerência. Mais tarde, os boyars estavam com tanto medo das conseqüências da traição que sua lealdade aos seus mestres era inabalável. Konlduns do Sabbat gostam de invocar esse poder durante a Ritae antes de se alimentar, jubilando-se em uma mistura de adrenalina no sangue de um mortal paralisado de horror.

2 - Ventos Cortantes

Os Koldun criadores desse poder tentou invocar um vento tão frio como o ar no topo das montanhas dos Cárpatos. Eles notaram a dor que suas vítimas sentiam quando a temperatura de seus corpos caia próxima ao congelamento do sangue em suas veias. Um Koldun que invoque esse poder tem muito mais facilidade de livrar suas terras de indesejáveis infestando-as com rajadas de gelar os ossos. Modernos Kolduns do Sabbat que invocam esse vento às vezes se referem aos efeitos na vítima como “Tranca de Carne”. Um Koldun invocando Ventos Cortantes usa uma brisa muito fria para circular por uma área à sua escolha. Com o aumento da velocidade do vento, o vento frio derruba a temperatura até que qualquer um dentro da área afetada acha muito inconfortável permanecer.

3 - Ventos de Letargia

Embora estes ventos não induzam a vítima a um sono imediato, prolongada exposição a essa ventania sobrenatural causa uma exaustão extrema e movimentos cansados. O alvo pego nos Ventos de Letargia sentem uma fumaça amarga no ar. Indivíduos dizem que o vento parece com muitas mãos invisíveis massageando persistentemente seus músculos ao relaxamento.

4 - Ventos Viajantes

Um Koldun empregando esse poder se move a uma velocidade incrível cavalgando os ventos. Os Voivodes das antigas noites freqüentemente apareciam na casa de cada um de seus boyars e para os aldeões de suas terras, instalando medo nos camponeses e aterrorizando-os à lealdade. Kolduns que se obrigavam a essas saídas podiam viajar para a maioria, senão para todas as casas de seus boyars e vilas no período de uma única noite. Durante a Idade das Trevas, camponeses sob o governo de um Koldun raramente se rebelavam contra seu mestre, temendo sua aparição pessoal e, como resultado, sua imediata fúria punitiva. O corpo de um Koldun torna-se quase etéreo enquanto ele se move pelo vento, desaparecendo em uma forma nevoada de seu próprio físico e se rematerializando da mesma maneira.

5 - Corpo de Zephyr

Um Koldun se dissolvendo no Corpo de Zephyr mistura-se ao ar, movendo-se por pequenas frestas. O corpo do Koldun mantém sua forma básica, apenas é efêmero e transparente para que um observador possa distinguir qualquer detalhe físico.
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MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   09/09/18, 10:46 pm

"Hm... Comparado com o caminho da terra que adota um alvo singular em seus efeitos, o vento parece ser um tipo de feitiçaria um tanto quanto controladora para grandes massas." Pensava a mesma enquanto analisava as informações obtidas através do livro. "Mas assim como a terra, me aparenta ser muito situacional... Vai depender bastante do momento em que o conjurador irá se encontrar." Folheando então para a próxima página, ela dava leves tapas no papel escrito com sangue com o dedo indicador, como se estivesse fazendo algumas seleções de quais se interessou mais. — Todas são boas, mas só algumas são úteis... E se for seguir um padrão de elementos, o próximo deve ser o fogo ou a água... — Dizia para si mesma, imaginando qual deles poderia surgir agora.

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Última edição por Shanoa em 10/09/18, 01:16 am, editado 1 vez(es)
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6020/6500  (6020/6500)
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360/360  (360/360)
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260/260  (260/260)

MensagemAssunto: Re: 0. Prólogo de Sangue   10/09/18, 01:10 am

A curiosidade dela persistia, e assim sua leitura continuava.

Livro escreveu:
O Caminho da Água

Esse Caminho era praticado principalmente entre os Koldun com refúgios próximos a alguma grande fonte de água, dos lagos de planícies ao Mar Negro. Com seus poderes, esses Koldun amaldiçoaram muitas tentativas de invasões turcas ao longo do rio Danúbio, afundando seus barcos e afogando-os em redemoinhos místicos. Quando emprega os poderes desse Caminho, a cor dos olhos do Koldun muda para um vívido, quase ardente verde azulado.

1 - Poços de Ilusão

Viajantes têm contado histórias de receberem advertências sobre eventos futuros, pedidos de ajuda, e até mesmo intervenções divinas de espíritos que se manifestaram em uma fonte de água. Espíritos da água têm sido relatados por todo o mundo, de canibais de rios a adoráveis sereias e Lorelei (grande rocha às margens do Rio Rhine próximo a Sankt Goarshausen, Alemanha. A rocha produz um eco que é associado com a lenda de uma linda dama que se atirou no Rhine em desespero por um amante infiel e foi transformada em uma sereia que atraia os pescadores para a destruição) que acenam para homens morrendo afogados. Até mesmo o Rei Arthur recebeu sua preciosa espada Excalibur de um tipo de espírito da água, conhecido como A Dama do Lago. Nesse nível inicial do Caminho da Água, um Koldun tem a habilidade de criar uma ilusão tridimensional ao longo da superfície de um corpo de água. Durante as noites modernas, o Koldun invoca esse poder de ilusão para pilhar nas superstições do mundo mortal.

2 - Conforto Aquático

Se um Koldun precisa-se desesperadamente de um abrigo, de inimigos ou do sol nascente, ele pode optar submergir nas profundezas frias, escuras e protetoras da água. Quando o vampiro entra em uma fonte de água, ele afunda sob sua superfície, sendo protegido pela mágica do líquido. Embora um Koldun possa imergir-se em quase toda a fonte de água, ele não pode se mover por ela, as correntes de água misticamente prendem o corpo morto do Koldun no seu ponto original de entrada.

3 - Andar Sobre a Água

Não mais preso pelas leis da física, um Koldun tem a habilidade de andar sobre a superfície fluída da água. Desde que ele invoque esse poder, o vampiro pode andar ao longo da superfície da água como se ela fosse terra firme.

4 - Serviçais de Água

Os Koldun da Idade Média freqüentemente invocavam esses serviçais dos fossos ao redor de seus castelos para intimidar os saqueadores turcos. Esses serviçais estão completamente dentro da água, levantando-se do corpo aquoso. Uma vez acionado por esse poder, os serviçais seguem apenas instruções muito simples do Koldun, as quais eles seguem sem hesitação. Alguns turcos que sobreviveram a incursões à fortaleza de um Koldun contam histórias de seres misteriosos, dragões, e até lobos demoníacos rondando os castelos.

5 - Marés Malditas

Muitos navios turcos descansam sob o Mar Negro, destruídos por poderosos redemoinhos invocados pelos Koldun. Vítimas lutaram para manterem-se na superfície ou se encontraram tragadas nas correntes do redemoinho, afogando-se até poderem nadar para longe de seu vórtice. Alguns dos Koldun atuais se divertem criando redemoinhos em piscinas para surpreender nadadores noturnos.

À medida que terminava de ler sobre o Caminho da Água, a vampira sentiria os olhos bem pesados, como se um sono muito forte chegasse. Com certeza seu cansaço físico e mental cobrava seu preço, e ela não permaneceria acordada por muito mais tempo.
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